Estabelecido a 18 de Junho de 2003 como o primeiro Departamento de Segurança do Território a nível governamental, o Departamento da Segurança do Território do Alabama (ALDHS - Alabama Department of Homeland Security) coordena-se com funcionários do sector federal, estatal, local e privado para recolher e analisar informações respeitantes a ameaças e actividades terroristas, para proteger vidas e salvaguardar a propriedade. Como parte desta missão, o departamento facilita a recolha e entrega de informações relevantes a entidades de primeira linha. Ao todo, o ALDHS é responsável por proteger os 67 condados do Alabama, uma tribo de nativos americanos, vários cursos de água importantes e centrais nucleares, um porto e 28 recursos identificados como cruciais.
O Centro de Formação e Aplicação Geoespacial (GTAC - Geospatial Training and Application Center) no U.S. Space and Rocket Center faz a ponte entre os investigadores/programadores e os utilizadores finais na área da pesquisa de tecnologia espacial e desenvolvimento de produtos. Sendo uma agência estatal, o GTAC está muito bem posicionado para ajudar as agências governamentais do Estado do Alabama a conceber, implementar e sustentar sistemas de informação geoespacial que apoiam iniciativas de mapeamento governamentais a nível local, regional e estatal.
A partilha de informações de segurança do território dentro do governo, ou até entre departamentos, pode ser complicada devido à natureza sensível e confidencial das informações. As agências receiam fugas de informações sensíveis, como a localização de infra-estruturas cruciais. Sem uma plataforma segura para a partilha de dados, os departamentos e agências governamentais preferem, frequentemente, o secretismo à transparência. Esta relutância em partilhar informações dificulta, também, uma resposta eficaz dos funcionários governamentais e equipas de emergência a situações de emergência, uma vez que não possuem conjuntos de dados comuns ou meios para comunicarem entre departamentos ou equipas. Financeiramente, uma partilha limitada de informações pode levar à duplicação de despesas porque os departamentos compram, separadamente, o mesmo conjunto de dados.
Uma das primeiras tarefas que o Governador do Alabama, Bob Riley, deu ao ALDHS quando este foi estabelecido em 2003, foi a de tentar compreender melhor que dados de segurança do território o estado já possuía e, por extensão, em que dados se deviam concentrar para adquirir. Os inventários de dados indicaram que as agências estatais já tinham recolhido, em anos anteriores e sob contrato, grandes volumes de imagens e dados geoespaciais. Encarregado de trabalhar com todos os departamentos e com todos os níveis dos governos estatal e local, o ALDHS identificou a necessidade de uma plataforma segura de partilha de informações comuns, onde pudesse compilar e avaliar os dados recolhidos pelos vários departamentos e grupos. Dadas as disparidades económicas significativas entre os condados do estado, esta plataforma de partilha de informações teria, ainda, de ser relativamente barata para que o ALDHS a pudesse oferecer gratuitamente aos governos dos condados. Por sua vez, estes governos dos condados seriam motivados a partilhar e a transferir para a plataforma as suas informações locais.
O ALDHS contactou o GTAC para avaliar as opções geoespaciais para esta plataforma comum. Concordaram que o produto final teria não só de ser economicamente acessível e com base na Internet, mas também absolutamente seguro e fácil de utilizar. Depois de rever as soluções propostas por vários fornecedores de tecnologia importantes, o ALDHS optou pelo Google Earth Enterprise, a solução para criar e publicar bases de dados Google Earth personalizadas em redes privadas. A plataforma Google oferecia uma interface intuitiva que estava ao alcance de utilizadores sem formação (como especialistas GIS) e era suficientemente potente para integrar grandes volumes de dados GIS numa mostra gráfica consistente e eficaz. E não dependia de ligações à Internet pública. Quando recebeu uma recomendação favorável, o Director do ALDHS, Jim Walker, convocou uma reunião com representantes dos 25 departamentos do governo estatal para avaliar a sua confiança na solução proposta. Um inequívoco voto de confiança de todos os representantes dos departamentos levou ao lançamento oficial, em Julho de 2006, do programa "Alabama virtual".
Com o Google Earth Enterprise, o Alabama virtual já pode reunir, apresentar, avaliar e partilhar dados com os governos estatais, regionais e municipais, incluindo as equipas de resposta a emergências e autoridades policiais. Apesar das preocupações iniciais de que os governos estatais, regionais e municipais teriam relutância em partilhar os seus dados, a adopção rápida do programa pelos condados mais pobres do Alabama (muitos dos quais nunca tinham visto o seu condado mapeado num sistema geoespacial unificado) incentivou os condados mais abastados a fazer o mesmo, num acesso de competição amigável. Desde o lançamento do programa Alabama virtual, a base de utilizadores cresceu para mais de 2100 pessoas que representam mais de 550 agências em todo o estado. Os governos regionais e municipais fornecem actualmente cerca de 80% dos dados geoespaciais do estado. Mais ainda, o ALDHS partilha não só dados de gestão de desastres através do Google Earth Enterprise, mas também dados vindos dos segmentos da educação, economia e agricultura do estado. O ALDHS e o GTAC continuam a trabalhar com todos os condados para incorporar informações adicionais e formar pessoal na utilização da solução Google Earth Enterprise.
Segundo Chris Johnson, Vice-presidente de tecnologias geoespaciais no GTAC, "o que garantiu o sucesso do Alabama virtual foi o facto de os grupos que contribuem não recearem a redistribuição dos dados." Graças a este nível de segurança, o Alabama virtual criou uma comunidade de utilizadores a todos os níveis do governo que dependem uns dos outros. "O ponto forte deste programa não é o hardware, a plataforma ou a recolha de dados, mas sim a comunidade de utilizadores que deu força ao programa", diz a Sra. Johnson. Refere, ainda, "vemos o Google Earth Enterprise como um pilar deste programa" por várias razões, sendo a facilidade de utilização uma das principais. "Chamamos-lhe o programa dos doze anos" acrescenta, "porque qualquer miúdo de doze anos seria capaz de o utilizar. Esperamos que não se importem."
Com a plataforma comum fornecida pelo Google Earth Enterprise, o Alabama reduziu significativamente a duplicação de esforços nos departamentos. A imagem operacional comum reduziu, por sua vez, a duplicação de custos no estado. Os gabinetes do estado podem, também, utilizar os dados recolhidos para melhor identificar sorvedouros de despesas e enfrentar os desafios económicos do estado.
O objectivo central do programa Alabama virtual é garantir "que as pessoas certas têm a informação certa no momento certo". Utilizando o Google Earth Enterprise, a equipa do Alabama virtual construiu o que o departamento apelida de "ponte de comunicação entre entidades de resposta a emergências". Equipado com a plataforma Google Earth, o ALDHS tem conseguido, por exemplo, modelar explosões perigosas com as resultantes colunas de fumo, permitindo que os funcionários possam planear mais eficazmente as rotas de evacuação pública.
Mais ainda, o SketchUp, a ferramenta tridimensional de modelação arquitectónica da Google, deu ao Alabama virtual a capacidade para construir modelos precisos de escolas e recursos cruciais fixos e sobrepor esses modelos a dados relativos a bocas-de-incêndio, condutores eléctricos e químicos perigosos. Com a maior percepção situacional proporcionada por esses dados, os funcionários do ALDHS podem planear cenários mais eficazes de resposta a desastres e as equipas de emergência estão mais bem equipadas para responder a crises porque têm acesso a dados precisos partilhados por todas as equipas de emergência.
Encorajado pelo sucesso da primeira fase de implementação do projecto, o ALDHS está a trabalhar com a equipa do Google Earth para desenvolver ferramentas que levem a percepção situacional para o nível seguinte. As aplicações adicionais incluem visualizações detalhadas do interior de edifícios, incluindo o mobiliário e imagens em directo, direccionar as equipas de resposta a emergências através da plataforma, sobrepor dados em tempo real (tráfego, etc.) com o mapeamento de rotas para gerir e controlar melhor os recursos e integrar um sistema de transmissão pública de emergência.
Os exemplos gerais da aplicação em tempo real do Alabama virtual incluem:
O Google Earth Enterprise forneceu um enquadramento altamente eficaz para apoiar os programas do sector público do Alabama. Como plataforma, tem ajudado a produzir a imagem operacional comum necessária para proteger vidas e salvaguardar os cidadãos do Alabama em momentos de desastres naturais ou provocados pelo homem. O facto de ter uma plataforma segura, dinâmica e de partilha de informações comuns, permitiu ao Alabama atingir o nível seguinte de preparação para emergências e de gestão de desastres.